Nós, adultos, temos muito para aprender com as crianças, a começar pela franqueza ao demonstrar nossos sentimentos

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Blog - Institucional
- 11/03/2021 10:06:59

De longe, as crianças são os seres mais verdadeiros que conheço. Logo, aprender com as devolutivas delas é algo extremamente interessante, para mim.

No fundo, sempre gostei de criança e noto que elas são verdadeiras, não fazem tipo como nós, adultos, fazemos. Não existe meio termo com elas. É sim ou não. Gosto ou não gosto. Vou fazer ou não irei fazer.

Essa sinceridade me encanta de certa forma, pois nos ajudam a compreender o que elas pensam e, nas entrelinhas, dizem para nós, adultos, que talvez precisássemos ser mais verdadeiros com os nossos sentimentos, como elas o fazem constantemente.

Quando pensei em escrever um livro infantil, queria unir a Filosofia e a Psicologia e, numa outra perspectiva, expor assuntos mais específicos, a partir de ilustrações, texto e contexto.

No fundo, queria abordar temas que sentia que eram, e ainda são, importantes discutir com os pequenos.

Vejo adultos mimados, hoje, em posições de destaque e que, às vezes, não tiveram uma educação assertiva do ponto de vista a tocar nas tais reflexões. Não preciso exemplificar, basta ver alguns líderes políticos; o último, nos EUA, comandava o mundo pela rede social e fez “birrinha” por não aceitar o resultado das eleições de 2020. 

Donald Trump, entre tantos outros, são belos exemplos de pessoas que despertam meus olhares atentos e curiosos visando entender o porquê reagem assim e, numa outra perspectiva, me faz pensar como essas pessoas foram educadas na infância. Portanto, é um caminho que me fascina, compreender essas nuances do ser humano e suas singularidades.

Assim, partir a produzir conteúdos com assuntos leves até chegar aos mais macros, sempre de uma forma sutil, com desenhos e palavras fofinhas.

No primeiro livro, por exemplo, tive uma experiência muito interessante. Escrevi os minicontos e passei aos meus parceiros (Simone, Camila e Júlio) e, posteriormente, eles fizeram observações. 

Após essa etapa, no "boneco final", que é o arquivo fechado antes da impressão, entreguei-os para duas amigas: Letícia e Lívia, que na época tinham, respectivamente, 5 e 9 anos. Elas foram as "revisoras" e "editoras". Somente depois das ponderações delas que falei “ok, altera isso, corrigi aquilo e, pode colocar para a produção!”.

Entreguei todo o material para elas numa sexta e pedi que até domingo, elas me dessem um feedback. Elas estavam ansiosas, e eu três vezes mais que as duas. Afinal, alguns dos sentimentos delas seriam uma pequena "amostra" das outras crianças também.

Então, no dia combinado, elas me procuraram e disseram que haviam amado, que riam, se divertiram e comentavam seus contos preferidos. Ufa! Primeira avaliação, missão cumprida!

Eu sou jornalista de formação e trabalho com comunicação desde 2002, e aprendi que sempre é bom apresentar seu texto para apreciação de outra pessoa. Fiz exatamente como “manda o figurino”, mas também queria ouvir algo do meu público. Deu certo, graças a Deus.

Quanto às motivações para a publicação dos dois livros, são várias, além das já citadas. Eu penso que há muitas crianças, pais, professores e pessoas perdidas nesse mundão de Deus. Vivem cansadas e sem paciência para o diálogo assertivo com os pequenos. 

Aliás, a sociedade como um todo anda perdida.

Graças a Deus, os livros foram bem aceitos, especialmente pelos professores. Fiquei com uma frase na cabeça de uma educadora que me disse poucos dias do lançamento: "a partir de agora, sei por onde começar a abordar temas delicados com meus alunos, Orlando. Parabéns".

Assim, como ela, que terá "por onde começar", estou fazendo a minha parte que é “provocar” as pessoas rumo a uma jornada de assimilação, questionamentos, inteligência emocional, acertos e erros e por aí vai...

Sei que não vou mudar o mundo, mas tocar nesses assuntos, por meio das reflexões escritas, contextualizadas e lúdicas, já é um bom começo, não é mesmo?!

É isso. Um beijo e um queijo!

 

Orlando Mota é jornalista, especialista em Marketing e Redação Publicitária, mestrando em Marketing e Planejamento Estratégico, além de graduando em Filosofia e Pedagogia.


 

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